Como migrar o cardápio em plataforma para um canal próprio (passo a passo)

Veja como montar seu canal próprio de delivery sem abrir mão do aplicativo: passo a passo do cardápio digital ao primeiro pedido direto.

Publicado em 4 de setembro de 2026

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Para migrar o cardápio para um canal próprio, você monta um cardápio digital, organiza o atendimento no WhatsApp, resolve pagamento e entrega e convida o cliente a pedir direto, sem desligar o app

Durante o fechamento do mês, você abre o extrato do aplicativo, confere o valor bruto das vendas e compara com o que efetivamente entrou no caixa. Identifica-se com esse cenário? Se sim, é natural começar a pensar em alternativas para diversificar os canais de venda e ter mais controle sobre a operação.

Essa é uma das razões que levam muitos empreendedores a pesquisar como sair de aplicativo de delivery e criar um canal próprio. Mas essa mudança não precisa significar abandonar os aplicativos de uma hora para outra. Na prática, usar os diferentes canais de forma estratégica pode ajudar a ampliar o alcance da operação e, ao mesmo tempo, fortalecer as vendas diretas.

Nas próximas seções, você vai descobrir como montar seu cardápio digital sem redigitar item por item, o que ganha e o que perde ao vender fora do aplicativo, como levar o cliente do app para o seu canal e como saber se a migração está dando certo. Um passo de cada vez, no ritmo da sua operação.

Índice

  • Como migrar o cardápio da plataforma para um canal próprio?
  • O que você ganha e o que você perde ao vender fora do aplicativo?
  • Por que migrar o cardápio não significa desligar o aplicativo?
  • Antes de migrar: o que organizar na operação?
  • Erros comuns de quem monta o canal próprio
  • Seu canal próprio, do seu jeito, no seu ritmo

Como migrar o cardápio da plataforma para um canal próprio?

A migração pode ser feita em seis passos, como mostramos abaixo.

  1. Monte seu cardápio digital. É o canal de vendas que passa a ser seu. Se você já vende em aplicativo, dá para importar o cardápio do iFood em vez de cadastrar item por item;
  2. Organize o atendimento no WhatsApp. Um atendente virtual responde às dúvidas repetidas e envia o link do cardápio, inclusive no pico de demandas;
  3. Resolva pagamento e entrega. Pagamento online dentro do cardápio, e a entrega com o motoboy que você já usa ou com uma rede sob demanda;
  4. Convide seu cliente a pedir direto. QR Code na embalagem, cartão na sacola, cupom de primeira compra e divulgação nas suas redes;
  5. Precifique os dois canais. Parta do custo de produzir cada prato e considere o que incide em cada canal antes de decidir se o preço muda;
  6. Acompanhe três números. Participação de cada canal no faturamento, recompra e ticket médio dizem se a migração está pegando.

Um ponto importante antes de aprofundar nos passos: migrar não é desligar o aplicativo. O marketplace continua trazendo cliente novo, e o canal próprio fica com a recompra e com a margem. Quem faz os dois conviverem costuma chegar mais longe do que quem escolhe um lado.

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Passo 1. Monte seu cardápio digital

O cardápio digital é a base do canal próprio: é nele que o cliente consulta os produtos, escolhe adicionais, informa observações e finaliza o pedido.

WhatsApp e redes sociais ajudam a atrair e atender, mas o cardápio concentra as informações necessárias para concluir a compra sem depender da equipe durante todo o processo.

O que um cardápio digital precisa ter?

Um bom cardápio precisa facilitar a escolha e evitar dúvidas durante o pedido. Confira os principais elementos.

ElementoPor que importa
Categorias clarasOrganizam os produtos conforme a jornada de escolha, como entradas, pratos, bebidas e sobremesas.
Adicionais e observaçõesPermitem personalizar o pedido sem depender do atendimento.
Disponibilidade atualizadaEsconde automaticamente os itens que estão indisponíveis.
Área e taxa de entregaMostra onde o restaurante entrega e quanto o cliente pagará pelo serviço.
Fotos e descriçõesAjudam a apresentar os produtos e destacar aqueles que você quer vender mais.
Selos de atributosInformam características como vegetariano, sem glúten e sem lactose.

Dica: selos de atributos também ajudam a reduzir dúvidas que normalmente chegam pelo WhatsApp, como “esse prato é vegetariano?”.

O que fazer depois de importar o cardápio do iFood?

Não é necessário cadastrar manualmente cada produto. Na Anota AI, é possível importar o cardápio do iFood e levar a estrutura de itens para o canal próprio.

Depois da importação, faça uma conferência completa.

  • Preços: estão atualizados?
  • Fotos: os produtos principais têm boas imagens?
  • Descrições: estão claras e completas?
  • Adicionais: todos estão disponíveis e com os valores corretos?
  • Disponibilidade: os itens que não são vendidos no canal próprio foram removidos?
  • Categorias: a organização faz sentido para quem nunca comprou com você?

Essa revisão também é uma oportunidade para enxugar o cardápio e adaptar a oferta ao seu canal próprio. Se você está procurando uma alternativa ao cardápio do iFood, vale considerar o tamanho da sua operação e os recursos de que realmente precisa.

Depois que o cardápio estiver no ar, mantenha a disponibilidade dos produtos atualizada. Um controle de estoque no delivery bem configurado pode esconder automaticamente os itens que acabaram e evitar pedidos que a cozinha não consegue preparar.

Faça um teste antes de divulgar o link

Abra o cardápio pelo celular e faça um pedido como se fosse um cliente novo.

Observe:

  1. Você encontra rapidamente o que procura?
  2. As categorias estão fáceis de entender?
  3. Os adicionais aparecem no momento certo?
  4. As informações de entrega estão claras?
  5. O pagamento é fácil de concluir?

Se você hesitar em algum ponto, o cliente provavelmente também pode hesitar. Pequenos ajustes na navegação, nos nomes das categorias ou na disposição dos adicionais podem melhorar a experiência.

Além disso, antes de decidir quanto investir no canal próprio, avalie também se vender pelo iFood vale a pena para o seu modelo de operação. A ideia não precisa ser escolher um único canal, mas entender o papel de cada um.

Passo 2. Organize o atendimento no WhatsApp

Com o cardápio pronto, o próximo ponto é organizar o atendimento. O WhatsApp funciona como uma porta de entrada para o canal próprio, especialmente para dúvidas, informações e orientações sobre o pedido.

Muitas mensagens são recorrentes, como:

  • “Qual é o horário de funcionamento?”
  • “Vocês entregam no meu bairro?”
  • “Qual é a taxa de entrega?”
  • “Onde faço o pedido?”
  • “Qual é o link do cardápio?”

É justamente nesse tipo de interação que a automação pode ajudar.

O que o atendente virtual faz?

O atendente virtual com IA pode responder a dúvidas frequentes e enviar automaticamente o link do cardápio, inclusive quando várias pessoas entram em contato ao mesmo tempo.

Na Anota AI, o Escuta AI também interpreta áudios enviados pelos clientes e responde por texto.

Importante: o papel do robô é facilitar o atendimento, não substituir todas as interações humanas.

Atendimento automáticoAtendimento da equipe
Dúvidas frequentesPedidos personalizados
HoráriosReclamações
Taxas e área de entregaNegociações
Link do cardápioSituações fora do padrão
Orientações simplesRelacionamento com o cliente

Como começar a automatizar o WhatsApp?

Não precisa automatizar tudo de uma vez. Comece pelas três perguntas que mais se repetem no atendimento e prepare respostas automáticas para elas. Depois, acompanhe quais outras dúvidas aparecem com frequência e amplie a automação.

Como funciona a automação de mensagens?

A automação de atendimento é reativa: ela responde a quem iniciou uma conversa com o restaurante.

Isso é diferente de disparar mensagens em massa para uma lista de contatos, prática que pode colocar o número do restaurante em risco de bloqueio.

Por isso, aproveite as interações que já acontecem no canal, como quem perguntou sobre o cardápio, iniciou um pedido, comprou ou começou um pedido e não concluiu.

Nesse último caso, o Recuperador de Vendas pode identificar pedidos interrompidos e ajudar a retomar a conversa.

Regra simples: automatize o que é repetitivo e mantenha pessoas nas situações que exigem contexto, empatia ou tomada de decisão.

Passo 3. Defina pagamento e entrega

Antes de divulgar seu canal próprio, defina como o cliente vai pagar e como o pedido será entregue. Essas duas etapas fazem parte da experiência de compra e precisam estar claras desde o primeiro pedido.

Como funciona o pagamento no canal próprio?

O pagamento online permite que o cliente finalize a compra diretamente pelo cardápio. Isso reduz a necessidade de troco e facilita o controle dos pedidos já pagos.

Entre os meios disponíveis estão:

  • Pix;
  • cartão de crédito;
  • NuPay;
  • Google Pay;
  • Apple Pay.

Também há análise antifraude e cobertura contra chargeback, quando aplicável.

Atenção às taxas: os custos de processamento do pagamento devem entrar na sua conta de margem desde o início. Eles são cobrados pelo meio de pagamento, não pela plataforma do cardápio.

Quais são as opções de entrega?

A Anota AI não realiza a entrega diretamente. A plataforma organiza essa etapa e permite conectar diferentes modelos de logística.

  • Entregador próprio: para restaurantes que já contam com uma equipe ou motoboy fixo;
  • Logística sob demanda: para quem não possui entregador ou precisa de reforço em horários de maior movimento, incluindo a Logística Sob Demanda (iFood).

Como definir a área de entrega?

Comece pela área que sua operação consegue atender com qualidade. Considere pontos como distância, tempo médio de entrega, taxa cobrada, capacidade da cozinha e disponibilidade de entregadores.

Um raio menor, mas sustentável, pode oferecer uma experiência melhor do que aceitar pedidos em regiões que aumentam muito o tempo de entrega.

O que o cliente precisa acompanhar?

Sempre que possível, ofereça informações sobre o andamento do pedido:

Pedido recebido → Em produção → Saiu para entrega → Entregue

O acompanhamento reduz a necessidade de o cliente perguntar pelo status e também diminui a pressão sobre a equipe durante os horários de pico.

Antes de aumentar o volume de pedidos, vale avaliar também a plataforma de delivery confiável que melhor atende à estrutura da sua operação.

Passo 4: Divulgue seu canal próprio para os clientes

Ter um canal próprio não basta: o cliente precisa saber que ele existe e entender por que vale a pena usá-lo.

A estratégia deve ser baseada em convite e relacionamento, sempre respeitando as regras dos canais e plataformas utilizados.

Onde divulgar o cardápio próprio?

CanalComo divulgar
SacolaInclua um cartão com QR Code e uma mensagem curta.
EmbalagemUse adesivo com QR Code ou link do cardápio.
InstagramDeixe o link no perfil e divulgue nos stories.
Cupom de estreiaOfereça um benefício para incentivar o primeiro pedido.
Grupos locaisDivulgue quando fizer sentido para a comunidade, evitando spam.

Dê um motivo para o cliente experimentar

Um convite genérico, como “Peça pelo nosso site”, pode ser menos atrativo do que um benefício concreto, como “Peça pelo nosso canal próprio e ganhe uma bebida.” ou “Faça seu próximo pedido direto e receba um cupom de desconto.” 

O benefício não precisa ser grande. Ele precisa ser claro, verdadeiro e fácil de usar.

Transforme o primeiro pedido em hábito

Não espere que o cliente mude de canal depois de um único convite. A recorrência ajuda a criar o novo hábito.

Por isso, mantenha o canal visível:

Pedido → entrega → embalagem → QR Code → próxima compra

E facilite o caminho: o QR Code deve funcionar, o link deve abrir rapidamente no celular e o cliente deve conseguir chegar ao cardápio sem etapas desnecessárias.

Essas são boas práticas de experiência do usuário. Afinal, quanto menos esforço o cliente precisar fazer para chegar ao pedido, maior a chance de ele continuar pelo canal próprio.

Passo 5. Defina os preços para cada canal 

Com os dois canais funcionando, uma dúvida comum aparece: o preço precisa ser igual no aplicativo e no canal próprio? Não existe uma única resposta, e a decisão deve partir dos custos e da margem de cada canal.

O primeiro indicador é o CMV (Custo da Mercadoria Vendida), que mostra quanto custa produzir aquilo que você vende.

Depois, acrescente os custos específicos de cada canal:

CanalPrincipais custos a considerar
MarketplaceComissão + taxa de pagamento + demais custos aplicáveis
Canal próprioProcessamento do pagamento + estrutura + divulgação + demais custos da operação

A partir dessa conta, você pode decidir se mantém o mesmo preço ou se adapta os valores de acordo com os custos de cada canal.

Qual estratégia de preço escolher?

Existem dois caminhos que você pode seguir.

  • Mesmo preço nos dois canais: você mantém a tabela e usa benefícios exclusivos para incentivar pedidos diretos;
  • Preços diferentes: você ajusta os valores para refletir os custos específicos de cada canal.

As duas estratégias podem funcionar. O importante é que a margem seja sustentável e a comunicação com o cliente seja clara.

Além disso, em vez de avaliar apenas um prato por vez, olhe o cardápio completo e identifique produtos com boa margem ou com margem baixa, itens que aumentam o ticket médio, adicionais com boa rentabilidade e produtos que têm pouca saída.

Os adicionais merecem atenção especial: eles podem aumentar o valor do pedido sem exigir a criação de um novo prato.

Seja qual estratégia escolher, tente evitar alterar preços constantemente sem acompanhar o impacto na margem. Faça mudanças, acompanhe os resultados e dê tempo para identificar tendências.

Passo 6. Acompanhe os resultados do canal próprio

A migração só pode ser avaliada de verdade quando você acompanha os resultados. Para começar, você pode monitorar três indicadores principais.

IndicadorO que mostraO que responde
Participação no faturamentoQuanto cada canal representa nas vendas.O canal próprio está ganhando espaço ou permanece estável?
Taxa de recompraQuantos clientes voltam a comprar pelo canal.Quem experimentou o canal está voltando?
Ticket médioQuanto cada cliente gasta, em média.Os clientes do canal próprio estão gastando mais, menos ou o mesmo que nos outros canais?

Esses dados ajudam a entender se a estratégia está funcionando e onde fazer ajustes.

Como acompanhar a evolução?

Defina uma meta para os primeiros meses e compare os resultados mês a mês. Uma análise simples pode seguir este modelo:

Mês 1 → medir o ponto de partida

Mês 2 → identificar mudanças

Mês 3 → comparar e ajustar

Se quiser ampliar o acompanhamento, confira também os principais indicadores do delivery.

É importante também considerar o contexto de mercado, pois os resultados do setor podem oscilar bastante ao longo do ano. Por isso, acompanhar seus próprios números é mais útil do que avaliar a operação apenas pela percepção de um mês.

O que você ganha e o que você perde ao vender fora do aplicativo?

Antes de qualquer passo prático, vale colocar a conta na mesa dos dois lados. Migrar sem enxergar o que está em jogo costuma gerar frustração no segundo mês.

O ponto que mais pesa no bolso é o custo por pedido. Segundo o iFood para Parceiros, o plano Básico, em que o próprio restaurante faz a entrega, cobra 12% de comissão sobre o valor total dos pedidos. Já o plano Entrega, com a logística feita pela plataforma, cobra 23%. Sobre pedidos pagos dentro do aplicativo incide ainda uma taxa de pagamento online de 3,2%.

Somando a comissão e o pagamento online do plano Entrega, ainda segundo o iFood para Parceiros, o custo chega a 26,2% do valor do pedido. Em um cardápio de margem apertada, essa diferença pode ser o que separa um mês tranquilo de um mês no aperto.

Só que reduzir a conversa a percentual seria contar metade da história. O aplicativo cobra porque entrega algo em troca, e ignorar isso leva a decisões ruins.

O que o marketplace entrega de verdade?

A palavra certa para o que o aplicativo oferece é vitrine. Ele coloca seu restaurante na frente de gente que nunca ouviu falar de você e não sairia procurando seu número.

Esse alcance tem peso real. Uma pesquisa da Galunion, feita em 2025 com 1.008 respondentes das classes A, B e C, mostrou que 81% deles pedem delivery ou retiram no local. É um público com poder de compra circulando dentro dos aplicativos todos os dias.

O marketplace também resolve a parte chata para o consumidor: comparação, avaliação, pagamento e acompanhamento em um lugar só. Quando alguém quer pedir e ainda não decidiu de onde, é lá que a decisão acontece.

O que o canal próprio devolve para você?

O canal próprio muda a natureza da relação. Naturalmente, o custo por pedido cai, mas o ganho maior aparece em outro lugar: você passa a saber quem é o seu cliente.

No seu cardápio, o histórico é seu. Você enxerga quem pediu, o que pediu, com que frequência voltou e qual foi o ticket médio. Com isso, dá para criar cupom para quem sumiu, oferecer cashback para quem volta sempre e ajustar o cardápio pelo que realmente sai.

A tabela abaixo resume os dois papéis, sem vilão nem herói.

AspectoMarketplaceCanal próprio
Papel principalDescoberta de clientes novosRecompra de quem já conhece você
Custo por pedidoComissão sobre cada vendaSem comissão por pedido
Dados do clienteFicam na plataformaFicam com você
RelacionamentoMediado pelo appDireto, no seu WhatsApp
Esforço de divulgaçãoA plataforma atraiVocê atrai

Repare na última linha, porque é ela que costuma pegar quem migra com pressa. No canal próprio, o movimento não cai do céu: ele vem do seu esforço de divulgação.

Por que migrar não significa desligar o aplicativo?

Aqui mora a dúvida que mais trava gente boa: se eu investir no meu canal, será que perco os clientes do aplicativo?

A resposta honesta é não, porque não se trata de uma troca. São dois canais com funções diferentes, e eles funcionam melhor juntos do que separados.

Pense assim: o aplicativo é a rua movimentada onde as pessoas passam e descobrem seu restaurante. O canal próprio é o seu espaço, onde quem já gostou volta sem intermediário. Fechar o acesso à rua para valorizar seu negócio é abrir mão de quem ainda não te conhece.

O caminho que costuma funcionar é outro, e é gradual. Você mantém a vitrine ligada, constrói seu canal em paralelo e vai convidando quem já comprou a pedir direto na próxima vez. O app continua trazendo cliente novo, e o canal próprio segura quem já veio.

Existe um momento em que faz sentido reavaliar a presença no marketplace, e ele chega quando o canal próprio já responde por uma fatia relevante do faturamento de forma consistente. Antes disso, desligar é apostar contra a própria operação.

Vale registrar uma diferença que gera confusão. A Anota AI não é marketplace: ela é a plataforma em que você monta o seu canal próprio, com mensalidade e sem taxa por pedido. As taxas de comissão citadas aqui são do modelo de marketplace e não se aplicam a ela.

Essa distinção importa na hora de fazer contas. No modelo de marketplace, o custo acompanha o movimento: quanto mais você vende, mais comissão sai. No modelo de mensalidade, o valor é o mesmo em mês fraco e em mês forte, o que muda o raciocínio de quem planeja crescer.

Também vale lembrar que os dois canais atendem a momentos diferentes da mesma jornada. Quem abre o aplicativo com fome e sem destino definido está na fase de descoberta, e é justo que a plataforma seja remunerada por essa apresentação. Quem já salvou seu número e manda mensagem direto está em outra etapa, e é nessa segunda venda que o canal próprio faz diferença na sua margem.

Antes de migrar: o que organizar na operação?

Agora que você já viu os principais passos para estruturar um canal próprio, vale retomar um ponto importante: a tecnologia funciona melhor quando a operação está preparada para recebê-la.

Antes de colocar o novo canal para rodar, use esta revisão para conferir se cardápio, atendimento e fluxo de pedidos estão organizados para receber uma nova demanda.

A ideia não é criar uma operação do zero, mas ajustar o que você já faz para que os pedidos do canal próprio entrem na rotina sem gerar retrabalho ou confusão para a equipe.

Um cardápio pensado para a entrega

Nem tudo que é excelente no salão sobrevive a vinte minutos dentro de uma embalagem. Fritura que murcha, molho que vaza e montagem que desanda chegam mal e viram reclamação.

Faça um teste simples: peça os cinco itens que mais saem, deixe parados pelo tempo médio da sua entrega e prove. O que passar vira carro-chefe do canal próprio. O que não passar ganha ajuste de receita, embalagem ou fica restrito ao salão.

Aproveite para revisar a descrição e a foto de cada item. No seu canal, não existe atendente para explicar o que vai no prato: a descrição faz esse trabalho sozinha.

Quem responde o cliente?

No aplicativo, o pedido chega pronto. No canal próprio, alguém precisa responder, e no pico isso pode virar um gargalo se ninguém combinar nada antes.

Defina quem assume o WhatsApp em cada turno e quais dúvidas precisam de resposta rápida, como horário, taxa de entrega por bairro, formas de pagamento e tempo médio.

É aqui que o atendente virtual pode entrar na operação. Como vimos, ele ajuda a responder perguntas frequentes e direcionar o cliente para o cardápio, deixando a equipe livre para situações que realmente precisam de atendimento humano.

Antes de ativá-lo, organize as informações que ele precisa consultar e alinhe com a equipe o que fica com o assistente e o que deve ser encaminhado para uma pessoa. Assim, a automação complementa o atendimento em vez de criar mais um fluxo para acompanhar.

Como o pedido chega na cozinha?

Pedido anotado em papel no meio do rush é uma das maiores fontes de erro no delivery. Antes de abrir o canal, defina o caminho: onde o pedido aparece, quem confere e como a cozinha sabe que ele entrou.

Vale também alinhar o que fazer quando um item acaba no meio da noite. Manter o estoque em dia evita a situação de vender o que não tem e precisar cancelar o pedido depois.

Por fim, alinhe o fluxo entre os canais. Combine com a equipe como o pedido do canal próprio entra na mesma fila do pedido do aplicativo. Quando cada canal segue um fluxo paralelo e desencontrado, a cozinha perde a noção de ordem e o cliente do seu canal acaba esperando mais — justamente o contrário do que você quer sinalizar.

Erros comuns de quem monta o canal próprio

Conhecer os principais erros na migração do aplicativo de delivery ajuda a ajustar a operação antes que eles afetem as vendas.

  • Desligar o aplicativo cedo demais: sem o canal próprio maduro, o restaurante perde a vitrine e ainda não tem para onde direcionar o cliente. Mantenha os canais funcionando em conjunto enquanto o canal próprio ganha tração;
  • Subir um cardápio incompleto: itens sem foto, descrição ou adicionais podem dificultar a decisão de compra. Antes de divulgar o link, revise produtos, preços, imagens, descrições e opções de personalização;
  • Montar o canal e não divulgá-lo: o canal próprio não ganha movimento sozinho. Inclua o link ou QR Code na sacola e na embalagem, divulgue nas redes sociais e apresente o novo canal aos clientes;
  • Esperar resultados imediatos: a mudança de hábito leva tempo, e o cliente pode precisar de algumas compras até começar a preferir o canal próprio. Mantenha a divulgação e acompanhe os resultados antes de avaliar a estratégia;
  • Tratar o canal próprio como uma cópia do aplicativo: se a experiência é exatamente igual nos dois canais, falta um motivo para o cliente mudar. Use o canal próprio para oferecer benefícios e experiências que façam sentido para a operação, como um adicional exclusivo, cupom, condição especial ou atendimento mais personalizado.

Dica: você não precisa refazer toda a operação para corrigir esses pontos. Reserve um momento de menor movimento para revisar o canal, identificar o principal gargalo e fazer os ajustes aos poucos.

Perguntas frequentes

Vale a pena sair do iFood de vez?

Na maioria dos casos, não. O aplicativo funciona como vitrine e traz clientes que ainda não conhecem seu restaurante, enquanto o canal próprio melhora a margem e fideliza quem já comprou. O caminho que costuma dar mais resultado é manter os dois, cada um no seu papel.

Eu perco os clientes que já compram pelo aplicativo?

Não. Quem gosta do seu restaurante continua pedindo, e a tendência é que parte dessas pessoas migre para o seu canal quando perceber a vantagem de pedir direto. Como o aplicativo segue ligado, você não abre mão de quem prefere pedir por lá.

Quanto tempo leva para montar um canal próprio?

A parte técnica costuma ser rápida, principalmente quando você importa o cardápio que já existe em vez de cadastrar item por item. O que leva mais tempo é o cliente mudar de hábito, e isso acontece ao longo de algumas compras, não de um dia para o outro.

Preciso de alguém de tecnologia para configurar?

A parte técnica costuma ser rápida, principalmente quando você importa o cardápio que já existe em vez de cadastrar item por item. O que leva mais tempo é o cliente mudar de hábito, e isso acontece ao longo de algumas compras, não de um dia para o outro.

Preciso de alguém de tecnologia para configurar?

Não. A configuração foi pensada para o próprio dono fazer, com cadastro, importação do cardápio e conexão do WhatsApp. Para a impressão dos pedidos, é preciso uma impressora térmica compatível, e a instalação segue um passo a passo simples.

A Anota AI cobra taxa por pedido como o marketplace?

Não. O modelo é de mensalidade, sem taxa por pedido e sem comissão sobre suas vendas. As únicas taxas que existem são as dos meios de pagamento usados dentro do cardápio, que são cobradas por quem processa o pagamento.

A Anota AI cobra taxa por pedido como o marketplace?

Não. O modelo é de mensalidade, sem taxa por pedido e sem comissão sobre suas vendas. As únicas taxas que existem são as dos meios de pagamento usados dentro do cardápio, que são cobradas por quem processa o pagamento.

Quem faz a entrega no canal próprio?

A entrega continua sendo sua, e você escolhe como fazê-la. A Anota AI não realiza entregas: ela organiza essa etapa e conecta seu pedido a quem entrega, seja o seu motoboy, seja a Logística Sob Demanda (iFood) quando você precisa de reforço.

Seu canal próprio, do seu jeito, no seu ritmo

Migrar o cardápio para um canal próprio não é romper com o que já funciona, é somar. Você mantém a vitrine que traz gente nova e constrói, ao lado dela, um espaço onde o cliente que já gostou volta sem intermediário, com a margem e os dados na sua mão.

O caminho que você viu aqui cabe em passos pequenos: teste o cardápio para a entrega, monte o cardápio digital aproveitando o que já existe, organize o atendimento, resolva pagamento e logística, convide seu cliente e acompanhe três números. Nenhum deles exige virar especialista em tecnologia.

Se quiser continuar por aqui, vale entender quais indicadores acompanhar de perto para enxergar o resultado da migração mês a mês. Não é teoria solta: mais de 40 mil estabelecimentos já usam a Anota AI para vender mais e organizar o delivery pelo próprio canal, com mensalidade e sem taxa por pedido.

E se ficar aquela dúvida sobre o seu caso específico, o tamanho da sua operação ou por onde começar, você pode conversar com um consultor da Anota AI e testar sete dias grátis, sem cartão. Sem pressa, no ritmo que a sua cozinha aguenta.

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