Para migrar o cardápio para um canal próprio, você monta um cardápio digital, organiza o atendimento no WhatsApp, resolve pagamento e entrega e convida o cliente a pedir direto, sem desligar o app
Durante o fechamento do mês, você abre o extrato do aplicativo, confere o valor bruto das vendas e compara com o que efetivamente entrou no caixa. Identifica-se com esse cenário? Se sim, é natural começar a pensar em alternativas para diversificar os canais de venda e ter mais controle sobre a operação.
Essa é uma das razões que levam muitos empreendedores a pesquisar como sair de aplicativo de delivery e criar um canal próprio. Mas essa mudança não precisa significar abandonar os aplicativos de uma hora para outra. Na prática, usar os diferentes canais de forma estratégica pode ajudar a ampliar o alcance da operação e, ao mesmo tempo, fortalecer as vendas diretas.
Nas próximas seções, você vai descobrir como montar seu cardápio digital sem redigitar item por item, o que ganha e o que perde ao vender fora do aplicativo, como levar o cliente do app para o seu canal e como saber se a migração está dando certo. Um passo de cada vez, no ritmo da sua operação.
Índice
- Como migrar o cardápio da plataforma para um canal próprio?
- O que você ganha e o que você perde ao vender fora do aplicativo?
- Por que migrar o cardápio não significa desligar o aplicativo?
- Antes de migrar: o que organizar na operação?
- Erros comuns de quem monta o canal próprio
- Seu canal próprio, do seu jeito, no seu ritmo
Como migrar o cardápio da plataforma para um canal próprio?
A migração pode ser feita em seis passos, como mostramos abaixo.
- Monte seu cardápio digital. É o canal de vendas que passa a ser seu. Se você já vende em aplicativo, dá para importar o cardápio do iFood em vez de cadastrar item por item;
- Organize o atendimento no WhatsApp. Um atendente virtual responde às dúvidas repetidas e envia o link do cardápio, inclusive no pico de demandas;
- Resolva pagamento e entrega. Pagamento online dentro do cardápio, e a entrega com o motoboy que você já usa ou com uma rede sob demanda;
- Convide seu cliente a pedir direto. QR Code na embalagem, cartão na sacola, cupom de primeira compra e divulgação nas suas redes;
- Precifique os dois canais. Parta do custo de produzir cada prato e considere o que incide em cada canal antes de decidir se o preço muda;
- Acompanhe três números. Participação de cada canal no faturamento, recompra e ticket médio dizem se a migração está pegando.
Um ponto importante antes de aprofundar nos passos: migrar não é desligar o aplicativo. O marketplace continua trazendo cliente novo, e o canal próprio fica com a recompra e com a margem. Quem faz os dois conviverem costuma chegar mais longe do que quem escolhe um lado.
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Passo 1. Monte seu cardápio digital
O cardápio digital é a base do canal próprio: é nele que o cliente consulta os produtos, escolhe adicionais, informa observações e finaliza o pedido.
WhatsApp e redes sociais ajudam a atrair e atender, mas o cardápio concentra as informações necessárias para concluir a compra sem depender da equipe durante todo o processo.
O que um cardápio digital precisa ter?
Um bom cardápio precisa facilitar a escolha e evitar dúvidas durante o pedido. Confira os principais elementos.
| Elemento | Por que importa |
| Categorias claras | Organizam os produtos conforme a jornada de escolha, como entradas, pratos, bebidas e sobremesas. |
| Adicionais e observações | Permitem personalizar o pedido sem depender do atendimento. |
| Disponibilidade atualizada | Esconde automaticamente os itens que estão indisponíveis. |
| Área e taxa de entrega | Mostra onde o restaurante entrega e quanto o cliente pagará pelo serviço. |
| Fotos e descrições | Ajudam a apresentar os produtos e destacar aqueles que você quer vender mais. |
| Selos de atributos | Informam características como vegetariano, sem glúten e sem lactose. |
Dica: selos de atributos também ajudam a reduzir dúvidas que normalmente chegam pelo WhatsApp, como “esse prato é vegetariano?”.
O que fazer depois de importar o cardápio do iFood?
Não é necessário cadastrar manualmente cada produto. Na Anota AI, é possível importar o cardápio do iFood e levar a estrutura de itens para o canal próprio.
Depois da importação, faça uma conferência completa.
- Preços: estão atualizados?
- Fotos: os produtos principais têm boas imagens?
- Descrições: estão claras e completas?
- Adicionais: todos estão disponíveis e com os valores corretos?
- Disponibilidade: os itens que não são vendidos no canal próprio foram removidos?
- Categorias: a organização faz sentido para quem nunca comprou com você?
Essa revisão também é uma oportunidade para enxugar o cardápio e adaptar a oferta ao seu canal próprio. Se você está procurando uma alternativa ao cardápio do iFood, vale considerar o tamanho da sua operação e os recursos de que realmente precisa.
Depois que o cardápio estiver no ar, mantenha a disponibilidade dos produtos atualizada. Um controle de estoque no delivery bem configurado pode esconder automaticamente os itens que acabaram e evitar pedidos que a cozinha não consegue preparar.
Faça um teste antes de divulgar o link
Abra o cardápio pelo celular e faça um pedido como se fosse um cliente novo.
Observe:
- Você encontra rapidamente o que procura?
- As categorias estão fáceis de entender?
- Os adicionais aparecem no momento certo?
- As informações de entrega estão claras?
- O pagamento é fácil de concluir?
Se você hesitar em algum ponto, o cliente provavelmente também pode hesitar. Pequenos ajustes na navegação, nos nomes das categorias ou na disposição dos adicionais podem melhorar a experiência.
Além disso, antes de decidir quanto investir no canal próprio, avalie também se vender pelo iFood vale a pena para o seu modelo de operação. A ideia não precisa ser escolher um único canal, mas entender o papel de cada um.
Passo 2. Organize o atendimento no WhatsApp
Com o cardápio pronto, o próximo ponto é organizar o atendimento. O WhatsApp funciona como uma porta de entrada para o canal próprio, especialmente para dúvidas, informações e orientações sobre o pedido.
Muitas mensagens são recorrentes, como:
- “Qual é o horário de funcionamento?”
- “Vocês entregam no meu bairro?”
- “Qual é a taxa de entrega?”
- “Onde faço o pedido?”
- “Qual é o link do cardápio?”
É justamente nesse tipo de interação que a automação pode ajudar.
O que o atendente virtual faz?
O atendente virtual com IA pode responder a dúvidas frequentes e enviar automaticamente o link do cardápio, inclusive quando várias pessoas entram em contato ao mesmo tempo.
Na Anota AI, o Escuta AI também interpreta áudios enviados pelos clientes e responde por texto.
Importante: o papel do robô é facilitar o atendimento, não substituir todas as interações humanas.
| Atendimento automático | Atendimento da equipe |
| Dúvidas frequentes | Pedidos personalizados |
| Horários | Reclamações |
| Taxas e área de entrega | Negociações |
| Link do cardápio | Situações fora do padrão |
| Orientações simples | Relacionamento com o cliente |
Como começar a automatizar o WhatsApp?
Não precisa automatizar tudo de uma vez. Comece pelas três perguntas que mais se repetem no atendimento e prepare respostas automáticas para elas. Depois, acompanhe quais outras dúvidas aparecem com frequência e amplie a automação.
Como funciona a automação de mensagens?
A automação de atendimento é reativa: ela responde a quem iniciou uma conversa com o restaurante.
Isso é diferente de disparar mensagens em massa para uma lista de contatos, prática que pode colocar o número do restaurante em risco de bloqueio.
Por isso, aproveite as interações que já acontecem no canal, como quem perguntou sobre o cardápio, iniciou um pedido, comprou ou começou um pedido e não concluiu.
Nesse último caso, o Recuperador de Vendas pode identificar pedidos interrompidos e ajudar a retomar a conversa.
Regra simples: automatize o que é repetitivo e mantenha pessoas nas situações que exigem contexto, empatia ou tomada de decisão.
Passo 3. Defina pagamento e entrega
Antes de divulgar seu canal próprio, defina como o cliente vai pagar e como o pedido será entregue. Essas duas etapas fazem parte da experiência de compra e precisam estar claras desde o primeiro pedido.
Como funciona o pagamento no canal próprio?
O pagamento online permite que o cliente finalize a compra diretamente pelo cardápio. Isso reduz a necessidade de troco e facilita o controle dos pedidos já pagos.
Entre os meios disponíveis estão:
- Pix;
- cartão de crédito;
- NuPay;
- Google Pay;
- Apple Pay.
Também há análise antifraude e cobertura contra chargeback, quando aplicável.
Atenção às taxas: os custos de processamento do pagamento devem entrar na sua conta de margem desde o início. Eles são cobrados pelo meio de pagamento, não pela plataforma do cardápio.
Quais são as opções de entrega?
A Anota AI não realiza a entrega diretamente. A plataforma organiza essa etapa e permite conectar diferentes modelos de logística.
- Entregador próprio: para restaurantes que já contam com uma equipe ou motoboy fixo;
- Logística sob demanda: para quem não possui entregador ou precisa de reforço em horários de maior movimento, incluindo a Logística Sob Demanda (iFood).
Como definir a área de entrega?
Comece pela área que sua operação consegue atender com qualidade. Considere pontos como distância, tempo médio de entrega, taxa cobrada, capacidade da cozinha e disponibilidade de entregadores.
Um raio menor, mas sustentável, pode oferecer uma experiência melhor do que aceitar pedidos em regiões que aumentam muito o tempo de entrega.
O que o cliente precisa acompanhar?
Sempre que possível, ofereça informações sobre o andamento do pedido:
Pedido recebido → Em produção → Saiu para entrega → Entregue
O acompanhamento reduz a necessidade de o cliente perguntar pelo status e também diminui a pressão sobre a equipe durante os horários de pico.
Antes de aumentar o volume de pedidos, vale avaliar também a plataforma de delivery confiável que melhor atende à estrutura da sua operação.
Passo 4: Divulgue seu canal próprio para os clientes
Ter um canal próprio não basta: o cliente precisa saber que ele existe e entender por que vale a pena usá-lo.
A estratégia deve ser baseada em convite e relacionamento, sempre respeitando as regras dos canais e plataformas utilizados.
Onde divulgar o cardápio próprio?
| Canal | Como divulgar |
| Sacola | Inclua um cartão com QR Code e uma mensagem curta. |
| Embalagem | Use adesivo com QR Code ou link do cardápio. |
| Deixe o link no perfil e divulgue nos stories. | |
| Cupom de estreia | Ofereça um benefício para incentivar o primeiro pedido. |
| Grupos locais | Divulgue quando fizer sentido para a comunidade, evitando spam. |
Dê um motivo para o cliente experimentar
Um convite genérico, como “Peça pelo nosso site”, pode ser menos atrativo do que um benefício concreto, como “Peça pelo nosso canal próprio e ganhe uma bebida.” ou “Faça seu próximo pedido direto e receba um cupom de desconto.”
O benefício não precisa ser grande. Ele precisa ser claro, verdadeiro e fácil de usar.
Transforme o primeiro pedido em hábito
Não espere que o cliente mude de canal depois de um único convite. A recorrência ajuda a criar o novo hábito.
Por isso, mantenha o canal visível:
Pedido → entrega → embalagem → QR Code → próxima compra
E facilite o caminho: o QR Code deve funcionar, o link deve abrir rapidamente no celular e o cliente deve conseguir chegar ao cardápio sem etapas desnecessárias.
Essas são boas práticas de experiência do usuário. Afinal, quanto menos esforço o cliente precisar fazer para chegar ao pedido, maior a chance de ele continuar pelo canal próprio.
Passo 5. Defina os preços para cada canal
Com os dois canais funcionando, uma dúvida comum aparece: o preço precisa ser igual no aplicativo e no canal próprio? Não existe uma única resposta, e a decisão deve partir dos custos e da margem de cada canal.
O primeiro indicador é o CMV (Custo da Mercadoria Vendida), que mostra quanto custa produzir aquilo que você vende.
Depois, acrescente os custos específicos de cada canal:
| Canal | Principais custos a considerar |
| Marketplace | Comissão + taxa de pagamento + demais custos aplicáveis |
| Canal próprio | Processamento do pagamento + estrutura + divulgação + demais custos da operação |
A partir dessa conta, você pode decidir se mantém o mesmo preço ou se adapta os valores de acordo com os custos de cada canal.
Qual estratégia de preço escolher?
Existem dois caminhos que você pode seguir.
- Mesmo preço nos dois canais: você mantém a tabela e usa benefícios exclusivos para incentivar pedidos diretos;
- Preços diferentes: você ajusta os valores para refletir os custos específicos de cada canal.
As duas estratégias podem funcionar. O importante é que a margem seja sustentável e a comunicação com o cliente seja clara.
Além disso, em vez de avaliar apenas um prato por vez, olhe o cardápio completo e identifique produtos com boa margem ou com margem baixa, itens que aumentam o ticket médio, adicionais com boa rentabilidade e produtos que têm pouca saída.
Os adicionais merecem atenção especial: eles podem aumentar o valor do pedido sem exigir a criação de um novo prato.
Seja qual estratégia escolher, tente evitar alterar preços constantemente sem acompanhar o impacto na margem. Faça mudanças, acompanhe os resultados e dê tempo para identificar tendências.
Passo 6. Acompanhe os resultados do canal próprio
A migração só pode ser avaliada de verdade quando você acompanha os resultados. Para começar, você pode monitorar três indicadores principais.
| Indicador | O que mostra | O que responde |
| Participação no faturamento | Quanto cada canal representa nas vendas. | O canal próprio está ganhando espaço ou permanece estável? |
| Taxa de recompra | Quantos clientes voltam a comprar pelo canal. | Quem experimentou o canal está voltando? |
| Ticket médio | Quanto cada cliente gasta, em média. | Os clientes do canal próprio estão gastando mais, menos ou o mesmo que nos outros canais? |
Esses dados ajudam a entender se a estratégia está funcionando e onde fazer ajustes.
Como acompanhar a evolução?
Defina uma meta para os primeiros meses e compare os resultados mês a mês. Uma análise simples pode seguir este modelo:
Mês 1 → medir o ponto de partida
↓
Mês 2 → identificar mudanças
↓
Mês 3 → comparar e ajustar
Se quiser ampliar o acompanhamento, confira também os principais indicadores do delivery.
É importante também considerar o contexto de mercado, pois os resultados do setor podem oscilar bastante ao longo do ano. Por isso, acompanhar seus próprios números é mais útil do que avaliar a operação apenas pela percepção de um mês.
O que você ganha e o que você perde ao vender fora do aplicativo?
Antes de qualquer passo prático, vale colocar a conta na mesa dos dois lados. Migrar sem enxergar o que está em jogo costuma gerar frustração no segundo mês.
O ponto que mais pesa no bolso é o custo por pedido. Segundo o iFood para Parceiros, o plano Básico, em que o próprio restaurante faz a entrega, cobra 12% de comissão sobre o valor total dos pedidos. Já o plano Entrega, com a logística feita pela plataforma, cobra 23%. Sobre pedidos pagos dentro do aplicativo incide ainda uma taxa de pagamento online de 3,2%.
Somando a comissão e o pagamento online do plano Entrega, ainda segundo o iFood para Parceiros, o custo chega a 26,2% do valor do pedido. Em um cardápio de margem apertada, essa diferença pode ser o que separa um mês tranquilo de um mês no aperto.
Só que reduzir a conversa a percentual seria contar metade da história. O aplicativo cobra porque entrega algo em troca, e ignorar isso leva a decisões ruins.
O que o marketplace entrega de verdade?
A palavra certa para o que o aplicativo oferece é vitrine. Ele coloca seu restaurante na frente de gente que nunca ouviu falar de você e não sairia procurando seu número.
Esse alcance tem peso real. Uma pesquisa da Galunion, feita em 2025 com 1.008 respondentes das classes A, B e C, mostrou que 81% deles pedem delivery ou retiram no local. É um público com poder de compra circulando dentro dos aplicativos todos os dias.
O marketplace também resolve a parte chata para o consumidor: comparação, avaliação, pagamento e acompanhamento em um lugar só. Quando alguém quer pedir e ainda não decidiu de onde, é lá que a decisão acontece.
O que o canal próprio devolve para você?
O canal próprio muda a natureza da relação. Naturalmente, o custo por pedido cai, mas o ganho maior aparece em outro lugar: você passa a saber quem é o seu cliente.
No seu cardápio, o histórico é seu. Você enxerga quem pediu, o que pediu, com que frequência voltou e qual foi o ticket médio. Com isso, dá para criar cupom para quem sumiu, oferecer cashback para quem volta sempre e ajustar o cardápio pelo que realmente sai.
A tabela abaixo resume os dois papéis, sem vilão nem herói.
| Aspecto | Marketplace | Canal próprio |
| Papel principal | Descoberta de clientes novos | Recompra de quem já conhece você |
| Custo por pedido | Comissão sobre cada venda | Sem comissão por pedido |
| Dados do cliente | Ficam na plataforma | Ficam com você |
| Relacionamento | Mediado pelo app | Direto, no seu WhatsApp |
| Esforço de divulgação | A plataforma atrai | Você atrai |
Repare na última linha, porque é ela que costuma pegar quem migra com pressa. No canal próprio, o movimento não cai do céu: ele vem do seu esforço de divulgação.
Por que migrar não significa desligar o aplicativo?
Aqui mora a dúvida que mais trava gente boa: se eu investir no meu canal, será que perco os clientes do aplicativo?
A resposta honesta é não, porque não se trata de uma troca. São dois canais com funções diferentes, e eles funcionam melhor juntos do que separados.
Pense assim: o aplicativo é a rua movimentada onde as pessoas passam e descobrem seu restaurante. O canal próprio é o seu espaço, onde quem já gostou volta sem intermediário. Fechar o acesso à rua para valorizar seu negócio é abrir mão de quem ainda não te conhece.
O caminho que costuma funcionar é outro, e é gradual. Você mantém a vitrine ligada, constrói seu canal em paralelo e vai convidando quem já comprou a pedir direto na próxima vez. O app continua trazendo cliente novo, e o canal próprio segura quem já veio.
Existe um momento em que faz sentido reavaliar a presença no marketplace, e ele chega quando o canal próprio já responde por uma fatia relevante do faturamento de forma consistente. Antes disso, desligar é apostar contra a própria operação.
Vale registrar uma diferença que gera confusão. A Anota AI não é marketplace: ela é a plataforma em que você monta o seu canal próprio, com mensalidade e sem taxa por pedido. As taxas de comissão citadas aqui são do modelo de marketplace e não se aplicam a ela.
Essa distinção importa na hora de fazer contas. No modelo de marketplace, o custo acompanha o movimento: quanto mais você vende, mais comissão sai. No modelo de mensalidade, o valor é o mesmo em mês fraco e em mês forte, o que muda o raciocínio de quem planeja crescer.
Também vale lembrar que os dois canais atendem a momentos diferentes da mesma jornada. Quem abre o aplicativo com fome e sem destino definido está na fase de descoberta, e é justo que a plataforma seja remunerada por essa apresentação. Quem já salvou seu número e manda mensagem direto está em outra etapa, e é nessa segunda venda que o canal próprio faz diferença na sua margem.
Antes de migrar: o que organizar na operação?
Agora que você já viu os principais passos para estruturar um canal próprio, vale retomar um ponto importante: a tecnologia funciona melhor quando a operação está preparada para recebê-la.
Antes de colocar o novo canal para rodar, use esta revisão para conferir se cardápio, atendimento e fluxo de pedidos estão organizados para receber uma nova demanda.
A ideia não é criar uma operação do zero, mas ajustar o que você já faz para que os pedidos do canal próprio entrem na rotina sem gerar retrabalho ou confusão para a equipe.
Um cardápio pensado para a entrega
Nem tudo que é excelente no salão sobrevive a vinte minutos dentro de uma embalagem. Fritura que murcha, molho que vaza e montagem que desanda chegam mal e viram reclamação.
Faça um teste simples: peça os cinco itens que mais saem, deixe parados pelo tempo médio da sua entrega e prove. O que passar vira carro-chefe do canal próprio. O que não passar ganha ajuste de receita, embalagem ou fica restrito ao salão.
Aproveite para revisar a descrição e a foto de cada item. No seu canal, não existe atendente para explicar o que vai no prato: a descrição faz esse trabalho sozinha.
Quem responde o cliente?
No aplicativo, o pedido chega pronto. No canal próprio, alguém precisa responder, e no pico isso pode virar um gargalo se ninguém combinar nada antes.
Defina quem assume o WhatsApp em cada turno e quais dúvidas precisam de resposta rápida, como horário, taxa de entrega por bairro, formas de pagamento e tempo médio.
É aqui que o atendente virtual pode entrar na operação. Como vimos, ele ajuda a responder perguntas frequentes e direcionar o cliente para o cardápio, deixando a equipe livre para situações que realmente precisam de atendimento humano.
Antes de ativá-lo, organize as informações que ele precisa consultar e alinhe com a equipe o que fica com o assistente e o que deve ser encaminhado para uma pessoa. Assim, a automação complementa o atendimento em vez de criar mais um fluxo para acompanhar.
Como o pedido chega na cozinha?
Pedido anotado em papel no meio do rush é uma das maiores fontes de erro no delivery. Antes de abrir o canal, defina o caminho: onde o pedido aparece, quem confere e como a cozinha sabe que ele entrou.
Vale também alinhar o que fazer quando um item acaba no meio da noite. Manter o estoque em dia evita a situação de vender o que não tem e precisar cancelar o pedido depois.
Por fim, alinhe o fluxo entre os canais. Combine com a equipe como o pedido do canal próprio entra na mesma fila do pedido do aplicativo. Quando cada canal segue um fluxo paralelo e desencontrado, a cozinha perde a noção de ordem e o cliente do seu canal acaba esperando mais — justamente o contrário do que você quer sinalizar.
Erros comuns de quem monta o canal próprio
Conhecer os principais erros na migração do aplicativo de delivery ajuda a ajustar a operação antes que eles afetem as vendas.
- Desligar o aplicativo cedo demais: sem o canal próprio maduro, o restaurante perde a vitrine e ainda não tem para onde direcionar o cliente. Mantenha os canais funcionando em conjunto enquanto o canal próprio ganha tração;
- Subir um cardápio incompleto: itens sem foto, descrição ou adicionais podem dificultar a decisão de compra. Antes de divulgar o link, revise produtos, preços, imagens, descrições e opções de personalização;
- Montar o canal e não divulgá-lo: o canal próprio não ganha movimento sozinho. Inclua o link ou QR Code na sacola e na embalagem, divulgue nas redes sociais e apresente o novo canal aos clientes;
- Esperar resultados imediatos: a mudança de hábito leva tempo, e o cliente pode precisar de algumas compras até começar a preferir o canal próprio. Mantenha a divulgação e acompanhe os resultados antes de avaliar a estratégia;
- Tratar o canal próprio como uma cópia do aplicativo: se a experiência é exatamente igual nos dois canais, falta um motivo para o cliente mudar. Use o canal próprio para oferecer benefícios e experiências que façam sentido para a operação, como um adicional exclusivo, cupom, condição especial ou atendimento mais personalizado.
Dica: você não precisa refazer toda a operação para corrigir esses pontos. Reserve um momento de menor movimento para revisar o canal, identificar o principal gargalo e fazer os ajustes aos poucos.
Perguntas frequentes
Vale a pena sair do iFood de vez?
Na maioria dos casos, não. O aplicativo funciona como vitrine e traz clientes que ainda não conhecem seu restaurante, enquanto o canal próprio melhora a margem e fideliza quem já comprou. O caminho que costuma dar mais resultado é manter os dois, cada um no seu papel.
Eu perco os clientes que já compram pelo aplicativo?
Não. Quem gosta do seu restaurante continua pedindo, e a tendência é que parte dessas pessoas migre para o seu canal quando perceber a vantagem de pedir direto. Como o aplicativo segue ligado, você não abre mão de quem prefere pedir por lá.
Quanto tempo leva para montar um canal próprio?
A parte técnica costuma ser rápida, principalmente quando você importa o cardápio que já existe em vez de cadastrar item por item. O que leva mais tempo é o cliente mudar de hábito, e isso acontece ao longo de algumas compras, não de um dia para o outro.
Preciso de alguém de tecnologia para configurar?
A parte técnica costuma ser rápida, principalmente quando você importa o cardápio que já existe em vez de cadastrar item por item. O que leva mais tempo é o cliente mudar de hábito, e isso acontece ao longo de algumas compras, não de um dia para o outro.
Preciso de alguém de tecnologia para configurar?
Não. A configuração foi pensada para o próprio dono fazer, com cadastro, importação do cardápio e conexão do WhatsApp. Para a impressão dos pedidos, é preciso uma impressora térmica compatível, e a instalação segue um passo a passo simples.
A Anota AI cobra taxa por pedido como o marketplace?
Não. O modelo é de mensalidade, sem taxa por pedido e sem comissão sobre suas vendas. As únicas taxas que existem são as dos meios de pagamento usados dentro do cardápio, que são cobradas por quem processa o pagamento.
A Anota AI cobra taxa por pedido como o marketplace?
Não. O modelo é de mensalidade, sem taxa por pedido e sem comissão sobre suas vendas. As únicas taxas que existem são as dos meios de pagamento usados dentro do cardápio, que são cobradas por quem processa o pagamento.
Quem faz a entrega no canal próprio?
A entrega continua sendo sua, e você escolhe como fazê-la. A Anota AI não realiza entregas: ela organiza essa etapa e conecta seu pedido a quem entrega, seja o seu motoboy, seja a Logística Sob Demanda (iFood) quando você precisa de reforço.
Seu canal próprio, do seu jeito, no seu ritmo
Migrar o cardápio para um canal próprio não é romper com o que já funciona, é somar. Você mantém a vitrine que traz gente nova e constrói, ao lado dela, um espaço onde o cliente que já gostou volta sem intermediário, com a margem e os dados na sua mão.
O caminho que você viu aqui cabe em passos pequenos: teste o cardápio para a entrega, monte o cardápio digital aproveitando o que já existe, organize o atendimento, resolva pagamento e logística, convide seu cliente e acompanhe três números. Nenhum deles exige virar especialista em tecnologia.
Se quiser continuar por aqui, vale entender quais indicadores acompanhar de perto para enxergar o resultado da migração mês a mês. Não é teoria solta: mais de 40 mil estabelecimentos já usam a Anota AI para vender mais e organizar o delivery pelo próprio canal, com mensalidade e sem taxa por pedido.
E se ficar aquela dúvida sobre o seu caso específico, o tamanho da sua operação ou por onde começar, você pode conversar com um consultor da Anota AI e testar sete dias grátis, sem cartão. Sem pressa, no ritmo que a sua cozinha aguenta.